O excesso de velocidade responde por um número acentuado de multas em todo o país. Em Fortaleza, Salvador, Maringá, Uberlândia, Porto Alegre, Palmas, Vitória e em muitas outras cidades, o artigo 218 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é uma das infrações mais cometidas do Brasil. Apesar de o CTB prever a suspensão do direito de dirigir para o condutor que exceder mais do que 50% da velocidade máxima permitida para via. Exemplo: se a velocidade máxima de uma rodovia é de 100km/h, o condutor que for flagrado com a velocidade a partir de 151km/h será autuado com uma multa de R$ 574,72, mais 7 pontos na CNH e suspensão do direito de dirigir.

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Quem é pego em blitz de alcoolemia já pode ter um processo de suspensão do direito de dirigir aberto. No caso dos motociclistas, a infração direta mais frequente é não usar o capacete e a terceira mais recorrente é exceder o limite de velocidade da via em mais de 50%. Fonte: Correio da Bahia.

Critérios de limites de velocidades

O critério base para definição dos limites de velocidades é o tipo de via: se urbana ou rodovia. Quem define a velocidade é o órgão de trânsito (responsável pela via) com engenheiros que decidem qual a velocidade ideal realizando cálculos físicos que envolvem distâncias de frenagens, estabilidade dos veículos e outros fatores decisivos para a ocorrência de acidentes. Mas se a via não estiver sinalizada, segundo o CTB o condutor deverá seguir os seguintes padrões:

Conclusão: Se o condutor for flagrado a 120km/h em uma rodovia não sinalizada (com placas de regulamentação de velocidade), não logrará êxito em sua defesa prévia, ou em outros recursos com alegação de que o local não possuía sinalização viária. Portanto, o órgão de trânsito poderá emitir a notificação por excesso de velocidade mesmo que o local não esteja sinalizado.

Tempo de reação e distância de frenagem

A partir de fórmulas que consideram o tempo de reação do motorista, velocidade inicial, condições naturais e outras variáveis, construímos um gráfico que simula a variação de velocidade com o espaço necessário para imobilizar o veículo. Esta medida é chamada de distância de frenagem que é diretamente proporcional ao quadrado da velocidade que o carro está desenvolvendo. O gráfico abaixo indica a distância de frenagem d, em metros, percorrida por um carro em função de sua velocidade.

O gráfico mostra que a 50 km/h o veículo precisaria de aproximadamente 32 metros de distância para parar. Ocorre uma conexão direta entre o aumento da velocidade e a demanda de espaço para distância de frenagem. A velocidade cresce e a distância de frenagem proporcionalmente aumenta.

Conclusão: o controle da velocidade é fundamental para a eficiência das frenagens em situações de perigo. Quanto maior a velocidade, maior a distância necessária para as frenagens de emergência.

Fatores psicológicos e emocionais

O trânsito está relacionado com os compromissos diários das pessoas, portanto os congestionamentos causam muitos atrasos e se tornam uma condição muito estressante. Isto porque o indivíduo se sente paralisado e impotente de ante de uma situação onde não há controle: a solução é esperar!

A ansiedade pode estar por trás de muitos comportamentos perigosos envolvendo a velocidade. Pois na busca de ganhar mais tempo, ou de pelo menos, evitar mais atrasos, o condutor acelera excedendo o limite de velocidade e tenta avançar mais rapidamente ao seu destino. Quando um componente emocional está presente na direção, seja o medo, a agressividade ou até mesmo a excitação da alegria, ocorre um desligamento das áreas que refinam o julgamento moral no cérebro. A consequência pode estar visível em um condutor que age impulsivamente avançando sinais, acelerando com pressa, ou até mesmo fechando outros veículos quando está com raiva. Acesse: www.peetransito.com

Conclusão: o exercício do controle emocional é fundamental para colocar freios nos impulsos e não deixar que eles conduzam a velocidade do seu veículo.

Velocidade versus Condições adversas

Muitas condições adversas podem contribuir para o risco de acidentes e as chuvas causam alagamentos nas vias. Mas o condutor defensivo pode fazer toda a diferença para administrar uma condição de aquaplanagem. Este fenômeno físico é a perda de contato dos pneus com o solo quando o veículo passa sobre uma camada de água superior a 10mm. O veículo sofre uma instabilidade considerável – e há um risco de acidente – principalmente quando o condutor não tem o conhecimento adequado e acaba movendo bruscamente a direção ou acionando os freios, o que jamais pode ser feito nesta situação.

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Meta de Acidentes Automobilísticos Zero

O Programa de Prevenção de Acidentes de Trânsito GT CIPA POLO propõe a meta que podemos atingir para a segurança de todos os usuários do sistema viário do Polo Industrial de Camaçari: acidentes automobilísticos zero. Participe deste movimento, mas acima de tudo, cuide para que a sua velocidade não esteja contribuindo para a insegurança do trânsito!

Fontes:
– Revista Quatro Rodas www.quatrorodas.abril.com.br
– Suffolk Constabulary www.suffolk.police.uk
– Programa de Educação Emocional no Trânsito www.peetransito.com
– Código de Trânsito Brasileiro (CTB);

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